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Crítica: “Alice e Peter: Onde nascem os Sonhos”

Em dado momento de “Alice e Peter: Onde nascem os Sonhos” (Come Away), um importante – e até mesmo incômodo – questionamento vem à tona: Se, quando adultos, deixamos de sonhar. O quão impactante a história contada no drama fantástico dirigido por Brenda Chapman será para cada um que assisti-la, vai depender da resposta dada a essa pergunta.

A trama gira em torno dos irmãos David (Reece Yates), Alice (Keira Chansa) e Peter Littleton (Jordan A. Nash), que têm na imaginação a principal ferramenta para iluminar a rotina de seu dia a dia. O trio vive com os pais Jack (David Oyelowo) e Rose (Angelina Jolie) em uma modesta casa na Inglaterra, onde encontra total liberdade para brincar e criar as próprias histórias na floresta ao redor.

Quando um infortúnio acomete a família, Peter e Alice passam a se perguntar – ainda mais – até que ponto o inevitável amadurecimento que vem com a idade vai impedi-los de enxergar a magia que se esconde nas mínimas coisas e que, na maior parte do tempo, passam despercebidas pela grande maioria.

A princípio a proposta de levar às telas um amálgama de dois clássicos atemporais, “Alice no País das Maravilhas” e “Peter Pan” pode não parecer a melhor das decisões. Mas, felizmente, como prega a máxima que nos aconselha a não julgar um livro pela capa – ou, nesse caso, um filme pela sinopse – a proposta consegue entregar um resultado bastante coeso.

É muito competente a maneira como elementos fundamentais das histórias criadas por Lewis Carroll e J. M. Barrie são inseridos na “vida real” de uma família comum. Embora a maioria surja de maneira metafórica, é fácil identificar cada figura ou passagem literária e entender como todas acabarão se juntando para formar aventuras tão distintas.

O roteiro de Marissa Kate Goodhill conta com momentos que vão de inocentes – como um chá da tarde com brinquedos de pelúcia -, a soturnos, como situações de luto ou conflitos familiares. Ou seja, em algum ponto, a produção tem possibilidade de conquistar o interesse de vários públicos diferentes (ainda que possa perder força nas áreas cujo assunto não é, efetivamente, interessante à sua faixa etária ou preferência particular).

Como já era de se esperar, as sequências que simulam o que se passa na imaginação das crianças são as que têm o visual mais cativante, mesmo que apresentadas com recursos visuais medianos. Sejam os Garotos Perdidos da Terra do Nunca ou a Toca do Coelho do País das Maravilhas, tais componentes são muito bem-vindos para trazer um pouco de nostalgia e provocar um sorriso na criança interior de quem se deixar levar pelas boas lembranças que somente um clássico infantil pode proporcionar.

Para apreciar a essência de “Alice e Peter: Onde nascem os Sonhos”, é necessário embarcar na história e estar disposto a entender o quão profunda é a frase de outro aclamado autor de fantasia, C. S, Lewis: “Um dia você será velho o bastante para voltar a ler contos de fadas”.

por Angela Debellis

*Título assistido em sessão regular de cinema.

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