
Aconteceu na tarde de hoje a Coletiva de Imprensa do longa nacional “Talvez uma História de Amor”. O diretor Rodrigo Bernardo e o protagonista Mateus Solano atenderam os jornalistas e deram um show de simpatia e profissionalismo, respondendo as questões com sorrisos largos e visível boa vontade. Para mim, isso sempre será um diferencial.

Rodrigo contou sobre a produção do filme que começou em 2014, com o primeiro contato com Martin Page, autor do livro homônimo no qual a adaptação cinematográfica se baseia. No final de 2015, já com Mateus Solano como primeira e única opção pensada para o papel principal, as filmagens tiveram início.
Ao ser questionado sobre a transição entre sonho e realidade – vista em determinado momento da história – afirmou que a opção foi uma tentativa de fazer o espectador ser levado junto com o protagonista na jornada, coisa que ficaria menos próxima se fosse usado o recurso simples de flashback.
Sobre as mudanças entre a obra escrita e o que é apresentado em tela (devidamente aprovadas e autorizadas pelo autor Martin Paige), uma das mais visíveis é o local em que a narrativa acontece, como a troca de Paris por São Paulo. O diretor declarou sua intenção de mostrar a capital paulista de uma maneira como poucos a veem, com toda a beleza implícita que ela carrega em seus pontos turísticos e diversificadas opções culturais. Para tal feito, utilizou locações reais, o que rendeu boas histórias de bastidores, uma vez que nem sempre era fácil conseguir permissão para realizar as gravações dentro dos ambientes desejados (como o MASP, por exemplo).
Quanto à tripla jornada assumida ao se dispor a desempenhar três funções como diretor, roteirista e produtor, Rodrigo contou ser algo bom e ruim ao mesmo tempo. Pelo lado de ter liberdade criativa e conseguir realizar o que foi posto por ele mesmo no papel, era uma vantagem; em contrapartida, a pressão e a cobrança eram ainda maiores – inclusive por parte dele mesmo.

Confirmando minha impressão de espectadora, Mateus Solano é daquelas pessoas que sorri com os olhos. E mostrou grande satisfação ao falar deste trabalho, que segundo ele foi muito divertido de se fazer, uma vez que o ambiente por trás dos bastidores era mantido em constante harmonia, com o elenco afinado e em sintonia com o diretor que demonstrou muita segurança e respeito pelo trabalho de cada um.
Ao afirmar ainda não ter lido o livro no qual o filme se baseia, o ator assumiu ter se encantado primeiramente com a história apresentada no roteiro quando foi convidado a participar da produção. E que a opção por se fazer desta comédia romântica algo mais puxado para o romantismo propriamente dito, do que para o lado cômico, foi o que o levou a aceitar o papel.
Para dar vida ao protagonista Virgílio, Mateus contou não ter feito nenhum tipo de laboratório, que o personagem apareceu através da relação com os outros e com o mundo à sua volta, tentando entender o que está dentro, pois o de fora pode ser organizado com mais facilidade.
Quanto à mensagem do longa ser diretamente relacionada à mudança emocional do protagonista, afirmou que a história em si é sobre o medo de se relacionar, de experimentar algo novo. Mas que o “talvez”, palavra tão temida por Virgílio, no final é um convite a ser melhor, ainda que para isso tenha que enfrentar o desconhecido.
“Talvez uma História de Amor” estreia em 14 de junho, data em que você confere nossa Crítica Completa.
por Angela Debellis